viver, apenas.
cuidando, sendo, aparando arestas...
viver como um dom.
Téo pensava a vida uma eterna corrida pelo ouro que, no fim, não era dele.
cada palavra, cada ação motivava-o a fazer da existência algo que não o fizessem apenas uma fotografia.
porque fotografia era tão-somente a lembrança. uma possibilidade de estender a própria existência.
a poesia da vida.
Luana saindo do banho lhe dava uma excitaçãoque ultrapassava o físico. já a tinha possuído. não era prazer físico o que sentia. era algo que o fazia refletir sobre suas escolhas.
pensava consigo mesmo alguma forma de definir aquela sensação.
ela rouba-lhe um beijo, como quem ousa algo proibido. o simples olhar de Luana o fazia transferir-se para o cosmos.
cuidava que isso tomasse uma proporção sem medidas. precisava fazer algo que evitasse.
- TÉÉÉO!!!!!!!!
- hã?!
- eu tô falando contigo há cinco minutos e você não dá nem sinal de vida!
- ah, Luana! Me poupe...
- grosso!
- grosso o quê? você fica aí falando, falando, falando... quer que eu aja como adolescente é? que eu fique te babando e olhando pra você o tempo todo?!
pensava como podia dizer coisas exatamente contrárias ao que realmente queria fazer... entrou no banheiro pra tomar uma ducha fria.
.
.
.
- Luana, olha... desculpa. eu não queria dizer aquilo... era exatamente o oposto. eu amo você. perdoa... Luana?! Luana, tás aí?... Luana!!!!
um silêncio de anjo invadiu o quarto.
[garagem, 28abr2007]
quarta-feira, 2 de maio de 2007
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2 comentários:
Téo..
quando se libertará?
...
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