segunda-feira, 25 de agosto de 2008

escrito [de] a-gosto II

um dia, andando pelo Recife, fica melhor de entender como as pessoas são.
vontade de ser turista na cidade.
não, não... de ser turista não...
de ser... sei lá. algo que não faça ser igual.
se bem que a igualdade é estranhamente confortável.
é...
explica-se: é como se quase não precisasse de esforço pra estar. aí nem precisa se preocupar em fazer isso ou aquilo. porque tudo já vai estar pré-programado mesmo...
já pensou na possibilidade do mundo como uma grande caverna?
tipo a de Platão.
é...
todo mundo já acostumado às dores do ser-nesse-mundo...
de repente, não mais que de repente... chega alguém dizendo que nada disso é real. é só projeção de imagens.
pronto! imagina a bronca!

a mente dela ficava oscilando entre "o que é que eu tô fazendo aqui?" e "povo doido... sei não, viu..."

mesmo assim, nostalgia. à flor da pele.
as lembranças vinham. como na hora da morte; um filme passando na mente.

[não tinha reparado como memórias fazem o volume de um caderno aumentar.]

Um comentário:

alineaimee disse...

fazem mesmo... bem acertadas as suas reflexões