segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

neologia

- e aí que fica cada um na sua. os momentos de silêncio geram angústia... não que não seja bom o silêncio... mas deve haver ponderação entre calar e dizer.
- ah, mas se cada um ficar na sua, como vai saber a do outro?
- sei lá... rola!
- essas manias modernosas de pensar assim é que fazem as histórias não se concretizarem. esse negócio de 'rola' é só enrolação. pra mim é só uma forma de não assumir o que quer. ou de medo de assumir o que quer. o pior é que a culpa é sempre do outro. tipo, se não deu certo, a culpa é do outro; se alguém não quer, é o outro. bah!
- ah... mas as coisas acontecem...
- não! as coisas não acontecem. esse tipo de coisa não. isso é meramente questão de decidir. se eu quero, eu vou lá e luto. se não deu certo, paciência. não vou morrer por isso. se der certo, é porque eu quis e a outra pessoa quis também. não 'aconteceu', simplesmente. acontecer é pegar uma doença, por exemplo. acontecer é nascer, é morrer. é o natural, biológico.
- faz sentido... mas e então? que palavra a gente usa pra isso?
- e sou eu que sei, é?!

3 comentários:

dimitri disse...

não sei...há algum tempo eu pensava assim. "se as pessoas parassem com joguinhos de adivinhação, parassem com hipocrisia e de dizer 'ah, você devia ter percebido', seria melhor".

mas não sei. hoje não penso mais assim. ainda odeio o joguinho e a hipocrisia, mas acho que vai mais além. só não sei o que é. mas não se pode usar isso como desculpa, pretexto pra covardia.

espero que quando disserem "não sei o que há comigo", seja verdade. pelo menos eu tento só dizer isso quando não sei.

né? ou não, né?

rose farias disse...

Livre puls - antes

Tu poderia ser a dona do meu enamoramento mais simples, da minha desordem forma de vida e de entrega...

Mas, de ti me veio a incompreensão revelada: não entendeste a minha mensagem e em mãos me entregaste o teu segredo que falava do não compromisso e a constatação da mais livre troca, sem saber que era isso que eu mais procurava...

Posso te dizer agora no mais livre instante que não és o meu amor por completo, mas fragmentado em partes, apenas mais uma das peças do meu quebra-cabeça.

Contradição entre mim e ti, do nosso querer...

Anseio pela mais incompleta entrega para que não nos tornemos um, mas um emaranhado de coisas incompreensíveis porque só assim estaremos em perfeita ebulição...dinâmica da força que nos impulsiona a respirar e viver

Não quero o já posto e encomendado, o escrito nas estrelas, mas o que não está de acordo com nenhuma forma de amar...o indefinido, o profundo mar sem fim, as mais diversas possibilidades de encontros e desencontros, de razão e sensibilidade...e assim iremos para lugares desconhecidos, nunca antes vistos ou tocados...e não seremos um, o que nos torna vivos e pulsantes...

Ofélia disse...

pois.
o que acontece independe de escolhas né?
o resto a gente escolhe. ser mulhano ou humano decide.
escolhamos pois.
pois.
pois.
bora pra Portuga?